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Expositora: Joana Campos Brasil Baxter | Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas – MG  ∴ Currículo

Moderador: Aloisio Lopes | Agência RMBH

Relatora: Thais Baêta | Agência RMBH

Produto: Relatório de Recomendações para a Gestão Metropolitana da RMBH

ABORDAGEM

As questões de transporte e mobilidade estão entre aquelas de maior relevância para o equacionamento econômico de estados e municípios. No caso da RMBH A concentração espacial de serviços e trabalho na capital foi acentuada, historicamente, pelo sistema viário radio concêntrico e pelos investimentos em infraestrutura e equipamentos que privilegiam os vetores centro-sul e oeste. Estes problemas são agravados pela reprodução e manutenção de precariedades nos serviços prestados pelas modalidades coletivas de transportes públicos e pelo uso crescente do transporte privado, resultando em espacialidades urbanas antagônicas, divergentes e desiguais (PDDI – 2011).

As dificuldades de deslocamento de pessoas e cargas no território tem impactos na economia, na saúde, na educação e na cultura. Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas revela que nas regiões metropolitanas, cada brasileiro perde em média R$ 2,3 mil apenas com o tempo que deixa de trabalhar, por estar preso no trânsito. Além disso com mais tempo no deslocamento, provocado por vias engarrafadas, submete-se o usuário à poluição atmosférica e sonora, além dos riscos de acidentes no trânsito. Impacta também o tempo da convivência familiar e comunitária e o acesso a bens culturais e ao lazer.

Dentre os desafios para melhorar a mobilidade na RMBH estão: aperfeiçoar o sistema viário dos municípios integrantes da região e a rede de transporte público, integrar sistemas de transporte sustentáveis (não motorizados) aos sistemas convencionais, ampliar áreas destinadas à circulação de pedestres, reduzir o uso de veículos privados através do incentivo do uso do transporte coletivo, além de racionalizar e otimizar o transporte de cargas.

Desde a década de 1970, diversos estudos técnicos foram realizados. Muitas obras realizadas, no entanto, foram superadas pelo crescimento econômico e pelo aumento da frota. Apesar da crise financeira por que passam as administrações públicas, tornando mais difícil a viabilização de soluções, o momento é de planejar. Com essa concepção, o Governo do Estado contratou a elaboração de um plano metropolitano de mobilidade, que será desenvolvido pelos próximos 14 meses, envolvendo gestores públicos e sociedade civil. A elaboração do Plano de Mobilidade da RMBH vai considerar e atualizar todos os estudos disponíveis sobre o tema na região metropolitana e visa reunir as políticas de transporte e de circulação, integrando com a política de desenvolvimento urbano, com a finalidade de proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, priorizando os modos de transporte coletivo e os não-motorizados, de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável. O desenvolvimento do Plano Metropolitano de Mobilidade deve se dar por meio de um processo de participação colaborativa, conduzido pelo governo estadual em parceria com os órgãos públicos municipais.

 

REFLEXÃO

  1. Quais medidas podem ser adotadas para reduzir o transporte individual em favor do transporte coletivo?
  2. Que instrumentos serão mais eficientes para garantir a integração entre os diversos modos no sistema de transportes na RMBH, conjugando possibilidades rodoviárias, ferroviárias, ciclistas e a pé?
  3. Quais as dificuldades, e como superá-las, para a integração operacional e tarifária do transporte na RMBH?