Contagem apresenta propostas de ajustes no Macrozoneamento Metropolitano

Discutir e adequar as propostas de ajustes do Macrozoneamento Metropolitano na Bacia Hidrográfica de Várzea das Flores, localizada entre Contagem e Betim, foi o principal objetivo da reunião, nesta quinta-feira (10/08), na Cidade Administrativa do Estado.

A diretora-geral da Agência RMBH, Flávia Mourão, explicou que as propostas encaminhadas por Contagem e outros municípios metropolitanos foram analisadas pelos técnicos da Agência e, agora, estão sendo discutidas em reuniões com os proponentes para possíveis adequações no projeto que será enviado para deliberação do Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano e posterior encaminhamento à Assembleia Legislativa.

As propostas de correções apresentadas pelos representantes de Contagem foram justificadas por eles pela necessidade de se pensar no desenvolvimento do município com a possibilidade do aumento das áreas de adensamento. Eles argumentaram que a ocupação seria restrita, com garantia de preservação das áreas envolvidas e dos recursos hídricos, além da ampliação do perímetro das zonas de diretrizes especiais metropolitanas (ZDEMs) para requalificação humanitária.

No início da reunião, o professor da UFMG Nilo Nascimento fez uma apresentação sobre o processo de elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI-RMBH), que foi construído de forma participativa envolvendo representantes das prefeituras, poder público, sociedade civil e equipe técnica, e do Macrozoneamento Metropolitano, que também foi norteado por diversos debates e participações envolvendo o interesse metropolitano.

O professor contextualizou a delimitação das dezenove zonas de interesse metropolitano (ZIMs), incluindo os mananciais estratégicos para a RMBH e destacou o mapeamento da Bacia de Várzea das Flores, caracterizada pela diversidade em sua ocupação. Ele apresentou estudos que mostram o papel preponderante desse manancial em toda a região, incluindo a capacidade de absorção de água e a manutenção das vazões em tempos de seca.

O professor argumentou ainda que mudanças no solo de Várzea das Flores poderiam ocasionar riscos na segurança da água, impactos na qualidade do ar e perda de preservação de inundações. “A questão é saber se o adensamento traria perdas para a região, quem se beneficiaria com ele e quem paga a conta”, questionou Nilo.

Após longa discussão, os participantes da reunião decidiram que as propostas de Contagem precisam ser mais detalhadas uma vez que não foram apresentados estudos sobre os impactos das mudanças propostas no manancial de Várzea das Flores.

Uma nova reunião para dar continuidade aos debates deverá ser agendada em breve.

Para acessar a apresentação do professor Nilo Nascimento, clique aqui.

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