Boas práticas de gestão precisam se tornar políticas permanentes

No painel sobre as boas práticas internacionais, durante o seminário “Minas Gerais rumo ao HABITAT III: cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis”, realizado em Belo Horizonte no dia 14 de setembro de 2016, o mexicano Bráulio Dias, da AL-Las | Cidade do México, destacou a importância dos muitos governos do mundo se articularem para melhorarem a qualidade de vida local, por meio de mecanismos e espaços delineados. Ele explicou que a AL-Las integra várias cidades e como o trabalho começou a partir de diálogos locais. Nesse sentido, “as relações internacionais também não são só locais e entendemos a necessidade de intercâmbio com outras cidades para se pensar estratégias de longo prazo”.

No mesmo painel, Sophia Bujinick Neves Picarelli, do Iclei, destacou como as orientações globais podem ser integradas na transformação do território, citando como exemplo a elaboração dos planos diretores. Para ela, “é preciso que as cidades tenham um olhar mais integrado e transversal da sustentabilidade como um todo”, inclusive para desconcentrar o desenvolvimento e promover a redução das desigualdades.  Atualmente as 100 cidades maiores do mundo produzem 30% do PIB global.

Também nesse painel, a presidente da Rede Mercocidades, Carolina Requena Pereira, da Prefeitura de São Paulo, falou sobre o grande desafio de se superar o quadro de desigualdades e segregação racial. “Isso envolve não só uma distribuição de renda mais digna, como também a configuração da ocupação dos territórios”. Para Carolina, que também é chefe de Gabinete da Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, “os municípios precisam migrar das boas práticas para as políticas permanentes”.

 

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