Plano de Gestão Integrada dos Resíduos de Construção Civil e Volumosos é apresentado na Câmara Municipal de Belo Horizonte

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A Câmara Municipal de Belo Horizonte discutiu em audiência pública, no dia 18/02, o destino dos resíduos de construção civil, especialmente o caso dos caçambeiros, que alegam que as condições de trabalho estão desfavoráveis, principalmente pela distância das unidades de recebimento. A proposta debatida foi a criação de unidades de triagem e transbordo, o que está previsto no Plano Metropolitano de Gestão Integrada dos Resíduos de Construção Civil e Volumosos. (Participe da consulta pública aqui!)

O caçambeiro Alex Alves de Matos alega que as distâncias são longas e os resíduos normalmente ficam muitos misturados nas caçambas, seja devido ao gerador e pelo fato de as pessoas atirarem lixo nas caçambas que ficam em vias públicas. A segregação in loco – processo de armazenar os resíduos separadamente sem misturá-los – é um dos temas chaves do Plano Metropolitano, apresentado com uma mudança de comportamento necessária e urgente para que o gerenciamento dos resíduos seja adequado.

O chefe de gabinete da Agência de Desenvolvimento Metropolitano de Belo Horizonte, Gustavo Batista de Medeiros, apresentou o Plano Metropolitano na sessão da Câmara Municipal, e mostrou o quanto as ações propostas são adequadas para a melhoria da gestão e gerenciamento desses resíduos e, assim, das condições de trabalho de vários profissionais, entre eles os caçambeiros.

“O Plano propõe o uso de sistemas de rastreabilidade, o que possibilita que o gestor municipal tenha informações como quem gerou, quem transportou e qual foi o encaminhamento do entulho, o que gera dados, fortalece a fiscalização e inibe ações irregulares ou clandestinas”, afirma Medeiros.

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