Comitês de Bacia debatem crescimento econômico e produção de água

Os Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio da  Velhas e do Rio Paraopeba realizaram um seminário conjunto para discutir os potenciais hídricos, as pressões ambientais e os impactos no território dos dois comitês. O evento aconteceu no dia 18/11, no auditório da Cemig, em Belo Horizonte.

A diretora-geral da Agência RMBH, Flávia Mourão, foi uma expositoras do painel “Expansão Metropolitana e crescimento econômico no Sinclinal Moeda”, onde foram abordados temas como o Plano de Desenvolvimento Integrado (PDDI); Trama Verde e Azul e proteção dos mananciais da região; agricultura sustentável e crescimento imobiliário.  O sinclinal da Serra da Moeda está situado em área de proteção (Apa Sul) da região metropolitana e engloba territórios de municípios como Brumadinho, Moeda, Itabirito  e Nova Lima. Nele se formou, ao longo de milhões de anos, uma gigantesca caixa d’água, segundo o geólogo Wilfred Brandt, palestrante do evento.

A execução das funções comuns, dentre elas a proteção dos recursos hídricos, é um dos  desafios da gestão supramunicipal, segundo Flávia Mourão. Daí, a importância do planejamento e da colaboração entre Estado e Municípios. O Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) e seus subprodutos, como o  macrozoneamento, ajudam a desenvolver essa atuação planejada, segundo ela.  Os Planos de Gestão de Resíduos,  que servem para orientar a atuação dos poderes públicos e da iniciativa privada, também são considerados importantes subprodutos. Atualmente, a Agência RMBH está apoiando tecnicamente a revisão de Planos Diretores de diversos municípios e, por meio de seu Comitê Técnico de Mobilidade, discutindo as bases para elaboração do  Plano de Mobilidade, prevista para 2017. Sobre a proteção do sinclinal Moeda, ela solicitou que os comitês enviem documentos à  Agência RMBH, para averiguar necessidades de  ajustes no macrozoneamento, cuja versão final será enviada em breve à Assembleia Legislativa, junto com o PDDI, para apreciação do Legislativo.

A ocupação desordenada do solo no sinclinal Moeda, cujo principal exemplo é o bairro  Água limpa, na região limítrofe dos municípios de Nova Lima e Itabirito, à margem da BR 040,  foi tema de preocupação de todos os palestrantes. Para o presidente do Comitê do Velhas, Marcus Polignano o problema tem que ser discutido à luz do  desenvolvimento da Centralidade Sul, que demanda áreas de moradia para as pessoas que vão trabalhar nos novos  empreendimentos.  Para Flávia Mourão, a não oferta de uma política habitacional adequada é a causa principal da ocupação desordenada do solo:  “é preciso equilibrar interesse econômico com preservação ambiental”. Na mesma linha, o professor Nilo de Oliveira, da UFMG, ao abordar sobre as Tramas Verde e Azul,  destacou a necessidade de uma “relação virtuosa entre o espaço construído e o espaço natural”.

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